A equipe técnica da Fazenda Nacional concluiu o anteprojeto do Imposto Seletivo, previsto na reforma tributária e com início estimado para 2027. O texto ainda precisa ser aprovado pelo Congresso para entrar em vigor.
O modelo em discussão considera dois caminhos: manter a carga atual, substituindo tributos como o IPI, ou adotar alíquotas mais altas para desestimular o consumo de produtos como álcool, cigarros e bebidas açucaradas.
Especialistas alertam que alíquotas baixas podem apenas encarecer os produtos, sem reduzir o consumo. Já uma tributação mais elevada pode gerar impactos positivos na saúde pública, mas também traz riscos, como o estímulo ao mercado ilegal.
Enquanto isso, a falta de definição das regras preocupa empresas e dificulta o planejamento. O Imposto Seletivo tem potencial relevante, mas ainda depende de decisões centrais para que seus efeitos sejam avaliados com clareza.